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O que são NFTs?

Os NFTs surgiram da ideia de utilizar a blockchain para certificar a propriedade de ativos digitais. Kevin McCoy foi pioneiro em 2014 com o conceito de “gráficos monetizados” no Bitcoin, mas foi no Ethereum, com os CryptoPunks e CryptoKitties em 2017, que a tecnologia se popularizou. NFTs são tokens digitais únicos, geralmente comprados com ether, e representam a autenticidade de ativos digitais, impulsionando um mercado crescente e inovador.

A origem dos NFTs é um tema que ainda gera debates. Alguns defendem que o conceito surgiu com as Colored Coins na blockchain do Bitcoin, enquanto outros acreditam que a ideia nasceu na blockchain do Ethereum.

O Bitcoin foi lançado em 2009. Nesse período, Kevin McCoy, um artista com visão para o universo cripto, teve a iniciativa de usar a blockchain do Bitcoin para ajudar artistas a monetizarem suas obras sem depender de intermediários, como agentes ou galerias, aproveitando a descentralização como principal vantagem.

Em 2014, McCoy uniu-se ao empresário Anil Dash para criar o primeiro token digital cripto vinculado a uma obra de arte, chamado de “gráficos monetizados”. Apesar da inovação, o projeto não alcançou sucesso, já que muitos artistas não compreenderam a proposta, e a independência financeira esperada não foi atingida.

Três anos depois, em 2017, Matt Hall e John Watkinson, dois programadores desconhecidos por McCoy e Dash, lançaram os CryptoPunks, uma coleção de personagens digitais com visual punk. Cada personagem recebeu um NFT criado na blockchain do Ethereum. O projeto teve grande aceitação e deu origem ao movimento CryptoArt. Nesse mesmo ano, a Axiom Zen lançou os CryptoKitties, um jogo de colecionáveis digitais de gatinhos em NFT, que se tornou um fenômeno da época.

Em 2018, John Crain, que trabalhava em uma incubadora de criptomoedas, se interessou pelos CryptoPunks e CryptoKitties. Como já possuía vários CryptoPunks, ele teve a ideia de desenvolver uma plataforma onde artistas pudessem criar e comercializar suas obras de forma mais autônoma. Assim surgiu o SuperRare, uma plataforma voltada para a venda de arte digital.

A partir de 2020, o mercado de NFTs experimentou um crescimento exponencial, com obras digitais sendo negociadas por valores impressionantes em plataformas específicas para a compra e venda desses tokens.

O que são NFTs?

Os NFTs (tokens não fungíveis) são ativos digitais únicos, que não podem ser trocados ou minerados como as criptomoedas tradicionais. Eles são adquiridos, geralmente, com ether (a moeda do Ethereum) e possuem características exclusivas que asseguram sua autenticidade e originalidade.

Como funcionam?

Embora algumas pessoas considerem que os NFTs tiveram origem na blockchain do Bitcoin por meio das Colored Coins, foi a blockchain do Ethereum que realmente viabilizou sua popularização. Isso se deve aos Smart Contracts e aos padrões ERC-721 e ERC-1155, que asseguram a integridade dos dados e facilitam a criação de tokens únicos. Esses padrões também permitem a integração dos NFTs com outras plataformas e serviços. Além do Ethereum, blockchains como TRON, EOS, Tezos e Solana também oferecem suporte para a criação de NFTs, embora o Ethereum continue sendo a principal referência no setor.

Conclusão

Os NFTs representam uma revolução no mundo digital, transformando a forma como valorizamos, compramos e vendemos bens intangíveis. Seja na arte, nos colecionáveis ou em outras áreas, eles oferecem novas possibilidades para artistas e criadores explorarem sua criatividade e obterem autonomia financeira. Com o suporte de blockchains robustas como o Ethereum e a expansão de plataformas especializadas, os NFTs não só abrem portas para inovações tecnológicas, mas também redefinem o conceito de propriedade digital. À medida que o mercado evolui, fica evidente que os NFTs vieram para ficar, marcando um novo capítulo na interação entre o universo digital e o mundo real.

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