O que é a The Graph (GRT)?
The Graph é um protocolo descentralizado e de código aberto que facilita o acesso a dados de blockchain por meio da indexação e consulta, utilizando APIs chamadas subgraphs. Suporta redes como Ethereum, Polygon e Avalanche. Seu token nativo, GRT, é usado para governança, recompensas e pagamentos. A rede opera com indexadores, curadores e delegadores, e recentemente integrou inteligência artificial para melhorar a eficiência. O GRT, com fornecimento de 9,3 bilhões, tem um mercado de $1,6 bilhão.
The Graph é um protocolo descentralizado e de código aberto que simplifica o acesso a dados de blockchain por meio da indexação e consulta. Ele permite que desenvolvedores criem APIs chamadas subgraphs, que extraem e organizam informações armazenadas em blockchains como Ethereum e outras redes. O token nativo da plataforma, GRT, desempenha um papel central no ecossistema, sendo utilizado para recompensas, pagamentos e governança.
Embora tenha sido lançado inicialmente no Ethereum, The Graph já suporta outras redes, como Avalanche, Arbitrum, Optimism, NEAR, Cosmos e Polygon.
Funcionamento de The Graph
O protocolo opera com APIs abertas chamadas subgraphs, que atuam como índices de dados organizados em gráficos baseados em consultas dos usuários. Essas consultas são feitas usando GraphQL, uma linguagem de consulta criada pela Meta, o que permite a coleta eficiente de dados.
Desenvolvedores podem usar o GRT para criar e operar subgraphs. A rede processa bilhões de consultas mensais, facilitando o uso de informações de blockchains em aplicativos descentralizados (dapps).
O Ecossistema de The Graph
A estrutura do protocolo é sustentada por diferentes participantes, cada um com funções específicas:
- Indexadores: Operadores de nós responsáveis por indexar e processar consultas para subgraphs. Eles devem fazer staking de GRT, recebendo recompensas em troca. No entanto, dados incorretos podem resultar em penalidades, como a redução de seus GRT.
- Curadores: Usuários que identificam quais subgraphs têm qualidade para indexação. Eles sinalizam essas APIs ao anexar GRT, recebendo ações e royalties em troca.
- Delegadores: Detentores de GRT que delegam seus tokens aos Indexadores, sem precisar configurar um nó. As recompensas são divididas entre ambos.
- Outros participantes: Incluem pescadores, que verificam a precisão das respostas das consultas, e árbitros, que monitoram possíveis atividades maliciosas dos Indexadores.
Os usuários finais pagam em GRT para realizar consultas na rede.
Integração com Inteligência Artificial
Em 2023, The Graph anunciou uma grande atualização, incluindo a adoção de consultas baseadas em inteligência artificial (IA) como parte de seu roteiro estratégico. A nova abordagem visa melhorar a eficiência das indexações e expandir o suporte para novas linguagens e blockchains.
Além disso, a rede adotou a solução de camada 2 Arbitrum para escalar as operações de GRT.
Benefícios do The Graph
The Graph se destaca no setor de blockchain ao oferecer vantagens exclusivas, como:
- Apoio à descentralização: Proporciona acesso a dados precisos sem depender de entidades centralizadas, fortalecendo o desenvolvimento de aplicativos Web3 e DeFi.
- Governança descentralizada: O protocolo é gerido por uma organização autônoma descentralizada (DAO).
- Flexibilidade para desenvolvedores: Oferece APIs pré-existentes e a possibilidade de criar soluções personalizadas, eliminando a necessidade de serviços proprietários ou de terceiros.
Token GRT
O GRT é o token utilitário de The Graph, usado para pagamentos dentro do ecossistema, recompensas aos participantes e governança comunitária.
Em 2023, o mercado de GRT atingiu um valor de $1,6 bilhão, mantendo-se entre as 50 maiores criptomoedas em termos de capitalização de mercado. Embora tenha caído 70% em relação ao seu pico histórico em 2021, o token triplicou de valor desde o início de 2023.
O fornecimento circulante de GRT é de 9,3 bilhões de tokens, com um total de 10,7 bilhões. A inflação anual do token é de 3%, com novas emissões distribuídas aos Indexadores.