O que é a Polkadot (DOT)?
O Polkadot (DOT) resolve a interoperabilidade entre blockchains, permitindo que diferentes redes se comuniquem. Criado por Gavin Wood, cofundador do Ethereum, o Polkadot utiliza a Relay Chain, Parachains e Pontes para integrar ecossistemas. Com alta performance e suporte para até 100.000 transações por segundo, seu token DOT permite staking e governança, sendo ideal para desenvolvedores.
Redes blockchain como Bitcoin e Ethereum funcionam melhor de forma independente, operando em ecossistemas isolados que não conseguem interagir entre si. Essa limitação gera um problema de interoperabilidade, ou seja, a capacidade de diferentes blockchains trabalharem em conjunto. O projeto Polkadot (DOT) foi criado com o objetivo de resolver essa questão, promovendo um ecossistema onde blockchains individuais possam se comunicar e interagir.
Atualmente, a maioria das blockchains opera de forma isolada. Por exemplo, uma transação realizada na rede Ethereum não é visível na rede Bitcoin. Essa desconexão limita a adoção de blockchain. Para solucionar o problema, foram criados mecanismos como “Pontes” ou “Wormholes”, que permitem transferir ativos entre blockchains. Embora úteis para alguns protocolos, essas soluções apresentam riscos significativos, especialmente ao lidar com centenas de protocolos no crescente ecossistema de Finanças Descentralizadas (DeFi).
Polkadot surge como uma solução para integrar blockchains, criando uma rede harmoniosa e unificada. A ideia foi concebida por Gavin Wood, cofundador do Ethereum e desenvolvedor principal da linguagem Solidity.
Quem Criou a Polkadot?
Gavin Wood deixou a Ethereum Foundation em 2016, ano em que escreveu o whitepaper do Polkadot. Junto com Peter Czaban e Robert Habermeier, ele fundou o projeto. Wood comparou o funcionamento do Polkadot à conexão de pontos dispersos, unindo-os com linhas. Em 2015, ele fundou a Parity Technologies, em parceria com Jutta Steiner, com o objetivo de desenvolver projetos baseados no Ethereum. A Parity também desenvolveu softwares essenciais para a operação da rede Ethereum.
Hoje, a Parity Technologies mantém o Substrate, um framework usado por desenvolvedores do Polkadot para criar parachains rapidamente. Em 2020, a rede Polkadot foi lançada com o testnet Kusama. O Polkadot é o principal projeto da Web3 Foundation, uma organização suíça voltada para a criação de uma internet descentralizada.
Como Funciona o Polkadot?
O Polkadot possui três componentes principais: a Relay Chain, os Parachains e as Pontes.
- Relay Chain: É o núcleo do Polkadot, onde as transações são finalizadas. Este modelo permite processar mais de 1.000 transações por segundo.
- Parachains: São blockchains personalizadas que utilizam recursos da Relay Chain para verificar transações. Projetos como blockchains, protocolos DeFi, plataformas NFT, entre outros, podem operar como parachains.
- Pontes: Conectam o Polkadot a outras blockchains, como Ethereum, Cosmos e Bitcoin, possibilitando a troca de tokens sem necessidade de exchanges centralizadas.
Muitas comunidades de criptomoedas classificam os parachains como “camada zero”, conectando várias blockchains de camada um. Entre os projetos destacados do Polkadot estão Acala, Moonbeam e Phala. Atualmente, existem 20 parachains ativos, e espera-se alcançar de 50 a 200 no futuro.
O Que é o Token DOT?
O Polkadot possui um token nativo, o DOT, que utiliza um mecanismo de consenso de prova de participação (PoS). Ao fazer staking de DOT, os usuários podem ganhar comissões e participar da governança da rede, como votações para ajustes de taxas, atualizações de rede e inclusão de parachains. O DOT também é essencial no processo de “bonding”, que determina quais projetos podem operar na parachain.
O DOT ocupa uma posição de destaque no mercado, com um valor de mercado superior a US$ 6 bilhões e 1,3 bilhão de tokens em circulação. A distribuição inicial foi feita da seguinte forma:
- 3,4% para investidores privados.
- 5% para investidores SAFT.
- 11,6% para vendas futuras.
- 30% para a Web3 Foundation.
- 50% para leilões.
Em 2020, o token passou por uma redenominação, aumentando o fornecimento total para 1 bilhão. O DOT tem suprimento infinito e um índice de inflação anual entre 7% e 10%.
Kusama: O Testnet Experimental
Para evitar problemas que possam impactar múltiplos parachains conectados, Gavin Wood criou o Kusama, uma rede experimental para testes de segurança e funcionalidade de projetos antes de seu lançamento oficial no Polkadot. Apesar de ser um testnet, o Kusama opera com um sistema econômico real, utilizando o token KSM.
Moonbeam e Acala Network
- Moonbeam: Uma parachain compatível com a Máquina Virtual Ethereum (EVM), permitindo que protocolos baseados em Ethereum sejam executados no Polkadot, com suporte a capacidades multi-chain.
- Acala: Um protocolo DeFi que funciona como um hub de liquidez para o Polkadot, com o stablecoin aUSD e recursos como staking de liquidez.
Vantagens do Polkadot
- Processa até 100.000 transações por segundo (comparado a 15 do Ethereum e 7 do Bitcoin).
- Utiliza o mecanismo Nominated Proof-of-Stake (NPoS).
- Retorno anual de staking de 18%.
- Suporte a atualizações sem necessidade de migração.
- Rede ideal para desenvolvedores sérios de blockchain.
Como Funciona o Staking?
Os papéis na rede incluem:
- Validadores: Validam transações e mantêm a segurança da Relay Chain.
- Nominadores: Escolhem validadores confiáveis.
- Coletores: Mantêm os shards e produzem provas para os validadores.
- Pescadores: Monitoram a rede e reportam comportamentos inadequados.
Usuários que realizam staking de DOT podem receber recompensas, contribuindo para a segurança e eficiência da rede.